Novembro 2011

O que é honra?

0 comentários
s.f. Sentimento de nossa dignidade moral:

Glória, estima que acompanham a virtude e o talento: 

Distinção, mercê, consideração: 

Reputação: 
Fazer honra, exaltar, elogiar:
S.f.pl. Distinções, dignidades: 


Recentemente, o "Programa do Jô", conhecido pela sua sutileza, humor, qualidade e referência de audiência no horário que é transmitido, levou os excelentes profissionais Tom Zé e Morais Moreira para a entrevista.

Nesta, por meio de um vídeo, um homem afirmou que o cantor e instrumentista Morais Moreira, quando junto dos Novos Baianos (seu grupo de anos atrás que contava também com Pepeu Gomes entre outros), usavam juntos a Bíblia para fumar maconha e que, quando chegavam ao livro de apocalipse a sensação era melhor.

A maconha é proibida no Brasil.

Jô, que abertamente, de acordo com o entrevistado, sempre parece titubear entre o respeito ou o deboche quando se trata de Deus e de religião, fez piada sobre o fato. Legitimou o ato. Afinal, você sabe, né: comportamento permitido é comportamento aprovado!

O Brasil hoje é um país que cada vez mais tem evangélicos protestantes, que tem a bíblia como seu norte, referência, algo sagrado.

É lógico que isso não iria passar em branco.

Leia-se o "lógico" por pressupor que os evangélicos nacionais primam pela honra da fé confessada e praticada.

O Ap. Renê Terra Nova imediatamente identificou um ataque contra o princípio da honra e já se mobilizou contra a atitude exigindo uma retratação do próprio Jô.

Não que os evangélicos precisem disso, mas a máxima "respeite para ser respeitado" pode estar em cheque nesse lamentável episódio.

Além de tudo, uma petição publica começa a ganhar força e assinantes sobre o caso. Confira ela aqui: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N17128

Em tempo, Jô que recentemente se viu em outro polêmico episódio junto ao humorista do Pânico que o imitava, segundo o vice presidente da RedeTV, em entrevista concedida no programa do Amaury Jr, perdeu aí uma ótima oportunidade de ser conhecido pelas novas gerações que não sabem nem quem é Jô Soares.

Pelo visto, o ótimo humorista vem perdendo grandes oportunidades de ficar calado ultimamente.

Veja abaixo os vídeos citados:
















Quer pirar?

0 comentários
Um post alucinógeno.


Investir custa caro...

0 comentários
A geração passada tinha o seguinte business model: uma renda, normalmente a do homem provedor, e uma mulher que ficava em casa cuidando da infinidade de filhos que a religião dizia que nós deveríamos ter.

Não éramos nós homens que mantínhamos as mulheres no lar, eram os filhos!

Casávamos cedo, tínhamos filhos cedo, e o fluxo de caixa virava negativo bem cedo.

Filhos são um investimento cada vez mais alta e valiosa, financeiramente falando.

Antigamente, custavam cerca de uns R$ 200.000,00 por filho.

Hoje, se incluirmos o fato de que vivem em casa até os trinta anos, com mestrado e tudo, o custo total passa dos R$ 800.000,00 até um milhão.

Quanto você tem investido em seu filho?

Quanto foi investido em você?

Sem investimento não há resultados...

Galvão no ringue

2 comentários



Galvão Bueno, o locutor das paixões nacionais, foi o responsável por, pela primeira vez na TV Globo, narrar o esporte que mais cresce no mundo: o MMA.

Arrastando cada vez mais milhões e ganhando hordas de fãs alucinados em terras tupiniquins, é lógico que a emissora, como empresa de excelência que é, não ia ficar de fora dessa.

Nas redes sociais ,os verdadeiros botecos do 'terceiro milênio' (quem viu a edição do UFC dessa noite sabe do que estou falando) aonde as pessoas se reúnem e trocam ideias, as reações são variadas.

Muitos internautas apreciaram a presença do narrador que mais suscita sentimentos nas massas, enquanto outros fizeram piadas com os mais variados bordões que o apresentador produziu na hora.

O inegável agora é que o UFC definitivamente está num caminho sem volta, o da popularização. Um dos responsáveis por isso, que colhe os louros dessa recém conquista é o atleta bem articulado, Vitor Belfort.

O fato em que a Globo pecou, mas que provavelmente será consertado em breve, foi comprimir todo o potencial do espetáculo.

O UFC é o que é por conta de suas particularidades como campeonato: emoção do início ao fim, praticamente toda semana têm decisão e a transformação dos lutadores em mitos. Contudo, a aposta da maior emissora brasileira em só transmitir uma parte do evento não cooperou para o espetáculo.

Parte da qualidade do evento está na forma em como ele se desenvolve, como vai gerando aquele friozinho na barriga dos espectadores por meio de highlights e das lutas preliminares.

Outro ponto também, que era muito bem usado pela ótima transmissão da RedeTV, era o uso do som ambiente e os espaços vazios que os locutores deixavam propositalmente na tentativa de que o artifício sonoro desse uma verdadeira ideia palpável do que acontece em volta do ringue.

De ruim, o que fica desse primeiro evento transmitido pela emissora carioca é a falta de cuidado e atenção com o tamanho e o potencial doe evento.

Perde o UFC, perde a Globo...

...E perde que não gosta do Galvão também.

Ao menos não tivemos que ouvir "Errrrgue os braços o juiz Mario Yamazaki" ao término do combate.

Qual a profissão mais importante para o futuro de uma nação?

0 comentários
Qual a profissão mais importante para o futuro de uma nação? O engenheiro, o advogado ou o administrador? Vou decepcionar, infelizmente, os educadores, que seriam seguramente a profissão 
mais votada pela maior parte dos leitores. Na minha opinião, a profissão mais importante para definir uma nação é o arquiteto. Mais especificamente o 
arquiteto de salas de aula.

Na minha vida de estudante freqüentei vários tipos de sala de aula. A grande maioria seguia o padrão usual de um monte de cadeiras voltadas para um quadro negro e uma mesa de professor bem imponente, em cima de um tablado. As aulas eram centradas no professor, o "lócus" arquitetônico da sala de aula, e nunca no aluno. Raramente abrimos a boca para emitir nossa opinião, e a maior parte dos alunos ouve o resumo de algum livro, sem um décimo da emoção e dos argumentos do autor original, obviamente com inúmeras honrosas exceções.

Nossos alunos, na maioria, estão desmotivados, cheios das aulas. É só lhes perguntar de vez em quando. Alguns professores adoram ser o centro das atenções, mas muitos estão infelizes com sua posição de ator obrigado a entreter por cinqüenta minutos um bando de desatentos.

Não é por coincidência que somos uma nação facilmente controlada por políticos mentirosos e intelectuais espertos. Nossos arquitetos valorizam a autoridade, não o indivíduo. Nossas salas de aula geram alunos intelectualmente passivos, e não líderes; puxa sacos, e não colaboradores. Elas incentivam a ouvir e obedecer, a decorar, e jamais a ser criativos.

A primeira vez que percebi isto foi quando estudei administração de empresas no exterior. A sala de aula, para minha surpresa, era construída como anfiteatro, onde os alunos ficavam num plano acima do professor, não abaixo. Eram construídas em forma de ferradura ou semicírculo, de tal sorte que cada aluno conseguia olhar para os demais. O objetivo não era a transmissão de conhecimento por parte do professor, esta é a função dos livros, não das aulas.

As aulas eram para exercitar nossa capacidade de raciocínio, de convencer nossos colegas de forma clara e concisa, sem "encher lingüiça", indo direto ao ponto. Aprendíamos a ser objetivos, a mostrar liderança, a resolver conflitos de opinião, a chegar a um comum acordo e obter ação construtiva. Tínhamos de convencer os outros da viabilidade de nossas soluções para os problemas administrativos apresentados no dia anterior. No Brasil só se fica na teoria.

No Brasil, nem sequer olhamos no rosto de nossos colegas, e quando alguém vira o pescoço para o lado é chamado à atenção. O importante no Brasil é anotar as pérolas de sabedoria.

Talvez seja por isto que tão poucos brasileiros escrevem e expõem as suas idéias. Todas as nossas reclamações são dirigidas ao governo - leia-se professor - e nunca olhamos para o lado para trocar idéias e, quem sabe, resolver os problemas sozinhos.

Se você ainda é um aluno, faça uma pequena revolução na próxima aula. Coloque as cadeiras em semicírculo. Identifique um problema de sua comunidade, da favela ao lado, da própria faculdade ou escola, e tente encontrar uma solução. Comece a treinar sua habilidade de criar consenso e liderança. Se o professor quiser colaborar, melhor ainda. Lembre-se de que na vida você terá de ser aprovado pelos seus colegas e futuros companheiros de trabalho, não pelos seus antigos professores.

Stephen Kanitz

Congresso em Boston

0 comentários
Assista online ao Congresso da Visão Celular em Boston clicando neste link pertencente ao blog "Mirav", de Boston.

Saiba um pouco mais sobre esse movimento que se expande além-mar aqui.aqui

Um pouco mais de Stephen Kanitz

0 comentários





Existem três tipos de Capitalismo.
Quem acha que existe um único tipo de Capitalismo está muito defasado.
Da mesma forma que existem vários socialismos, existem vários capitalismos e corremos o perigo de destruir um em particular. 
Temos o Capitalismo da Exploração, o Capitalismo da Cooperação e o Capitalismo da Especulação.

O Capitalismo da Exploração
 é aquele tão bem descrito por Karl Marx, da empresa controlada por uma única família e gerenciada por ela com o objetivo da maximizar lucro, reinvestir este lucro acumulado, porque lucro era a única forma de gerar capital na época. 
Na época de Karl Marx não existiam bolsas e empresas de capital democrático, que conseguiam capital e poupança via lançamento de ações. Maximizar e reinvestir este lucro era a única opção.
No Capitalismo de Karl Marx as empresas eram muito pequenas, 200, nacionais, e por isto empresários eram favoráveis a regimes fascistas, nacionalistas que garantiam um mercado fechado.
O crescimento das empresas era lento, dependia do lucro reinvestido, e por isto não conseguiam absorver na rapidez necessária o desemprego gerado pelas novas tecnologias descritas por Karl Marx.
O erro de Karl Marx foi confundir capital com tecnologia, e não perceber o impacto da revolução administrativa e financeira que surgia diante dos seus próprios olhos, que viria a ser o Capitalismo da Cooperação.
O Capitalismo da Cooperação foi o capitalismo que substituiu as famílias capitalistas como gestoras, limitadas a oito parentes em média, por enormes sistemas de recursos humanos e de técnicas administrativas que geraram cooperação mútua de pessoas estranhas entre si juntando não 200, mas 20.000 a 200.000 empregados como hoje. 
O crescimento do tamanho das empresas é um dos principais fatores da riqueza das nações, como mostram as tabelas abaixo, e não a educação e políticas públicas, como muitas vezes é alegado.GdpGdp1
A força reserva de trabalho prevista por Karl Marx e um salário ínfimo eterno não se concretizaram, uma vez que empresas do Capitalismo da Cooperação contrataram num ritmo muito superior do que o desemprego causado pelas descobertas tecnológicas a que Marx se opunha.
Isto nos países que valorizaram os protagonistas do Capitalismo da Cooperação, que foram os EUA, Japão e Coreia. Não o Brasil, infelizmente. 
Tivemos o melhor dos dois mundos. Crescimento brutal da produtividade do trabalhador devido a tecnologia e o capital, com o emprego em massa proporcionado pelo Capitalismo da Cooperação.
As famílias nacional-fascistas, foram substituídas por administradores profissionais, alguns treinados em administração socialmente responsável e que se tornaram globais, levando tecnologia e capital para países mais pobres do terceiro mundo, levando know how e as técnicas do Capitalismo da Cooperação.
O Capitalismo da Especulação
Infelizmente, a partir de 1980 os governos começaram a se endividar assustadoramente, ao ponto que hoje EUA, Itália, Espanha e até a Cidade de São Paulo, possuem dívidas assustadoras. Em 1987, o Brasil quebrou devido seu elevado endividamento estatal externo. Em 1994, idem.
Este Capitalismo gerou um fenômeno conhecido em economia como "crowding out", sufocando o Capitalismo da Cooperação, o capital é limitado, e todos os sistemas concorrem entre si. O triste é que este Capitalismo na mão do Estado tinha como objetivo sufocar o Capitalismo da Exploração de Karl Marx, sem perceber que estavam sufocando a verdadeira solução. 
Pior, estas dívidas estatais permitiram um novo tipo de Capitalismo, o Capitalismo da Especulação gerando enormes possibilidades de ganhos àqueles que entendessem de juros, câmbio, déficits públicos, e tivessem amigos no governo.
Derivativos dos mais variados tipos foram criados como Futuro de Juros, Câmbio, Arbitragem Long -Spot, Swap Reversos de Câmbio e permitiram a especuladores ganhar muito dinheiro, como George Soros, Black Scholes, Econometristas Quantitativos e Hedge Funds.
Estes por sua vez se tornaram grandes incentivadores das políticas Monetárias e Keynesianas governamentais com mais endividamento do Estado, intervenções do estado na economia, que permitia inside information e muito mais volatilidade.
É este Capitalismo que aqueles que querem Ocupar Wall Street precisam eliminar, e com razão. Mas nada tem a ver com os bancos e seus executivos.  
Se rotularmos todos os três capitalismos no mesmo saco, se incluirmos o Capitalismo da Cooperação, aquele que Harvard e Stanford e todos os administradores profissionais, os engenheiros de produção, as psicólogas dos departamentos de RH, os profissionais de comércio internacional, os advogados de contratos e tantos outros criaram, poderemos voltar à curva da prosperidade rapidamente no sentido contrário das tabelas acima.
Foi o Capitalismo da Cooperação que destruiu o Capitalismo da Exploração, eliminando o capitalista como gestor, pulverizando o poder dos capitalistas nas empresas de capital democrático, criando uma preocupação com os stakeholders e não somente com os stockholders.
Foi o Capitalismo da Cooperação que destruiu a figura do Dono e Patrão e colocou o Capital na mão de trabalhadores e seus fundos de pensão. 
Infelizmente no Brasil, as universidades brasileiras e seus intelectuais nunca apoiaram os defensores do Capitalismo da Cooperação, razão pela qual ainda temos o Capitalismo da Exploração das empresas familiares, com poucas empresas de capital democrático inscritas no Novo Mercado (56), e uma classe de administradores profissionais sem apoio da intelectualidade do Brasil.
Por isto, o Brasil está mais próximo do Capitalismo da Especulação, com tantos Hedge Funds, juros altos, Swaps Cambial Reversos e dominado por aqueles que entendem de câmbio, juros e déficits em vez de produtividade e eficiência empresarial e governamental. 
Se você estava propenso a trazer o Ocupe Wall Street para o Brasil, pense bem porque você estará fazendo mais um desserviço ao Brasil.
Mais um, porque provavelmente você nunca apoiou, sequer sabia do Capitalismo da Cooperação.
Uma pena! 
 Retirado do blog de Stephen Kanitz