Novembro 2010

A terra, o tempo e Afrodite

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   A terra, o céu e o sol em mais um dia, até que meio parecido com os outros de antes.

   A vida, como sempre, como uma folha em branco, esperando por textos e palavras, esperando atos e fotos para depois.
  
   E é claro, fiz uma foto dela; o texto  ainda nao fiz, mas quando fizer vou entregar. Há de ficar caprichado o dia de amanhã.

   Cara, ela é uma menina do tipo alta(e como ela era alta, era isso que ela era), traços europeus e uma elegância no andar, no desprezar. Claro que no desprezar também. Enquanto anda , em torno dela se vê ossos de bandeirantes que tentaram encatar a sujeita, desbravar aquela aurea.
 
   É um cemitério de sonhos, que é ela própria. Mas o erro não é dos finados, é dela. Ela que escolheu se cercar de restos de meros mortais que tentaram entregar alguma oferenda à Afrodite — alguém sabe do que Afrodite gosta? enfim... — . Ela sentou, me reconheceu, foi aí que tirei a foto. Logicamente ela pensou no que eu pensava, afinal,  essa promessa de textos e fotos entre nós é antiga.

   Em sua testa, se desenhava como num outdoor de pensametos que passam pela sua cabeça o quê? Não sei, mulher como aquela ainda não consigo ler. Só leio as figuras.