Rio de Janeiro 24h
Recentemente, além do poderio econômico que São Paulo tem sobre a cidade maravilhosa, a reclamação de nós cariocas era de que lá eles funcionam 24 horas por dia. Parece que bares, restaurantes, locais de lazer, nada nunca encerra, se tornando assim num convite para que você vá.
As possibilidades realmente parecem ser infinitas na terra da garoa. Porém, agora, ao que parece, com os recentes investimentos e as aquisições do porvir, o Rio de Janeiro pode começar a oferecer abrigos interessantes aos filhos do sereno que insistem em não voltar pra casa antes do amanhecer.
Recentemente, o La Fiorentina, uma cantina à beira-mar, no Leme, se tornou um local 24x7, se juntando assim à outros bravos que já entenderam a lucratividade da madrugada. Até então, realmente são poucos os lugares de qualidade que funcionam 24 horas por dia, porém os que funcionam, além de criarem um marketing extremamente positivo, não deixam de lucrar.
Na zona sul da cidade, a opção é maior. No Flamengo, o representante é o Lamas; em Copacabana o Cervantes; no Leblon, nada melhor do que o baixo, assim como na Gávea; no centro o representante é o Nova Capela e no Méier os moradores tem que se contentar ainda com o Habib's, que vive sempre lotado e é parada quase obrigatória pra quem volta da Lapa para esses lados.
O certo é que a cidade vai cada vez mais ficar acorda, o que é bom pra economia, o que é bom para o povo.
Célula Isaque debaixo d'água!
Na última célula Isaque dessa sexta-feira, que ocorre próximo à rua João Barbalho, em Quintino, às 20h, mesmo com a chuva, havia visitante. Gabriel, junto com os demais, ouviu objetivamente sobre três conselhos para acertar o alvo em seu aspecto pessoal.
Os três itens são: ouvir conselhos dos mais velhos. Eles são mais experientes, o que os confere, no mínimo, o direito de análise em todas as suas falas, e obediência quando eles tem autoridade.
O segundo item é ter cuidado com quem você anda. Uma ala da sociologia nos faz refletir que por parte, podemos ser fruto do meio em que vivemos; logo, todos nós somos , ou influenciados, ou influenciadores. Se seu círculo social não é o que você deseja ser e nem tem hábitos saudáveis, é bom rever seus conceitos.
Por último, porém não menos importante, está o conceito que você tem acerca de si mesmo. Aquilo que eu acho de mim mesmo me torna apto a ter motivação ou depressão, minha auto-estima está intrinsecamente relacionada à minha auto-imagem.
Tirando os risos, a hora que passou voando, as piadas e comentários, a presença do Espirito Santo, é basicamente isso que posso passar por escrito para vocês que por algum motivo não foram nessa sexta, mas irão nas próximas!
P.S.: Nessa próxima sexta, dia 03/01 não haverá célula, retornaremos na sexta-feira após essa com surpresas! Traga convidados!
Os três itens são: ouvir conselhos dos mais velhos. Eles são mais experientes, o que os confere, no mínimo, o direito de análise em todas as suas falas, e obediência quando eles tem autoridade.
O segundo item é ter cuidado com quem você anda. Uma ala da sociologia nos faz refletir que por parte, podemos ser fruto do meio em que vivemos; logo, todos nós somos , ou influenciados, ou influenciadores. Se seu círculo social não é o que você deseja ser e nem tem hábitos saudáveis, é bom rever seus conceitos.
Por último, porém não menos importante, está o conceito que você tem acerca de si mesmo. Aquilo que eu acho de mim mesmo me torna apto a ter motivação ou depressão, minha auto-estima está intrinsecamente relacionada à minha auto-imagem.
Tirando os risos, a hora que passou voando, as piadas e comentários, a presença do Espirito Santo, é basicamente isso que posso passar por escrito para vocês que por algum motivo não foram nessa sexta, mas irão nas próximas!
P.S.: Nessa próxima sexta, dia 03/01 não haverá célula, retornaremos na sexta-feira após essa com surpresas! Traga convidados!
Deja Vú
É impensável numa grande cidade em pleno século XXI, num país que deseja ser modelo de qualidade um prédio simplesmente cair! Ou melhor, DOIS prédios simplesmente caírem em pleno Centro da Cidade.
Como assim?
E se isso tivesse ocorrido em pleno horário de rush, com seus familiares passando por ali, como todos os dias?
O Rio de Janeiro tem um histórico considerável de tragédias envolvendo construções, deixando de dezenas a centenas de mortos e feridos graves.
Ainda não se sabe ao exato a verdadeira razão da tragédia, mas muitos motivos levam a crer a anos de descuido e negligência do poder público com os prédios históricos do Rio.
Segue abaixo uma pequena lista de acontecimentos semelhantes:
* Laranjeiras (1967): em 21 de fevereiro, um temporal provocou um deslizamento de uma encosta na altura da Rua General Glicério, em Laranjeiras (Zona Sul) atingindo uma casa e dois prédios de apartamentos. Cerca de 120 pessoas morreram no local. Entre as vítimas, um irmão do dramaturgo Nelson Rodrigues.
* Elevado Paulo de Frontin (1971): um trecho do viaduto em construção (foto) caiu no dia 20 de novembro na altura da Rua Haddock Lobo, na Tijuca (Zona Norte), sobre vários veículos que estavam parados no sinal vermelho. No total, 28 pessoas morreram e 30 ficaram gravemente feridas, incluíndo algumas mutiladas.
* Supermercado Ideal (1972): no dia 20 de dezembro, a queda do teto de um supermercado em Pilares (Zona Norte) provocou a morte de 14 pessoas e cerca de 100 feridos.
* Abolição (1988): na sequência das chuvas que devastaram o Rio em fevereiro, um prédio desabou na Rua Teixeira Carvalho, no bairro da Abolição (Zona Norte), deixando 13 mortos.
* Rua Primeiro de Março (2002): Um hotel de cinco andares desabou durante a tarde do dia 25 de setembro de 2002 na Rua Primeiro de Março (Centro do Rio). Duas pessoas morreram.
Claudia Costin , Fernando Hadaad e o Governo Federal
| Claudia Costin é a atual secretária Municipal de Educação do Rio |
Ele deixou a pasta da educação sob vaias públicas pelos constantes problemas do ENEM.
Claudia Costin, secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro, diz sobre Hadaad "O que fica para a mídia é o episódio do ENEM, mas para o país, ele deixa um excelente trabalho." Ele, por sua vez, diz sobre a secretária:" É uma das melhores especialistas em educação do país".
Rafael Lisboa, assessor de Eduardo Paes, afirma que o prefeito "Morre de medo que o governo federal tire a Claudia Costin dele".
É esperar para ver a possível dança das cadeiras...
Coincidência ou identificação?
O que Leonardo Boff, Chico Alencar, André Trigueiro, Marcelo Freixo, alguns professores de história da PUC-Rio, Luiz Eduardo Soares e Chico Pinheiro tem em comum?
Além da possível preferência pela posição na política, essas figuras públicas figuram com um anel de cor escura, no dedo anelar da mão esquerda.
Moda estranha, não é?
Pelas semelhanças nesses perfis esse anel parece identificar muito mais do que uma coincidência entre gostos.
Agora resta saber o quê...
Uma em cada cinco famílias brasileiras está endividada.
| Ed René Kivitz é graduado em teologia e mestre em ciências da religão |
Acabo de ouvir Zigmunt Bauman por 30 minutos, em entrevista concedida a Sílio Boccanera, para o Programa Milêmio, da GloboNews.
Dos interessantes comentários a respeito do que Bauman chama de “revolução cultural”, tive alguns insights.
Na verdade, dois. E ambos parafraseando o “penso, logo existo” de Descartes. Vivemos dias de “devo, logo existo”. Bauman disse que na sociedade capitalista quem não consome, não existe. Deixamos para trás a caderneta de poupança: “consiga o dinheiro e compre o que que quiser”, e migramos para o cartão de crédito: “compre o que quiser e depois consiga o dinheiro para pagar”. O resultado dessa mudança de paradigma de consumo é a dívida. Mudou o ditado. Antes se dizia “quem não deve, não teme”, hoje se diz “quem não deve, não existe”, pois quem não deve não interessa aos donos do crédito. E quem não interessa aos donos do crédito está alijado da sociedade.
Na verdade, dois. E ambos parafraseando o “penso, logo existo” de Descartes. Vivemos dias de “devo, logo existo”. Bauman disse que na sociedade capitalista quem não consome, não existe. Deixamos para trás a caderneta de poupança: “consiga o dinheiro e compre o que que quiser”, e migramos para o cartão de crédito: “compre o que quiser e depois consiga o dinheiro para pagar”. O resultado dessa mudança de paradigma de consumo é a dívida. Mudou o ditado. Antes se dizia “quem não deve, não teme”, hoje se diz “quem não deve, não existe”, pois quem não deve não interessa aos donos do crédito. E quem não interessa aos donos do crédito está alijado da sociedade.
Além de “devo, logo existo”, vivemos dias de “sou visto, logo existo”. Essa é a versão imposta pela tirania das redes sociais. Quem não tem twitter, blog,facebook está fora do horizonte de convívio social, cada vez mais virtual. A vida on-line substituiu a vida off-line. Vai crescendo o número de pessoas que deixam de existir assim que fecham seus computadores e desligam seussmartphones. Aliás, o mundo vai se enchendo de gente que jamais fecha o computador ou desliga o smartphone. Apavoradas com a possibilidades de não serem vistas, isto é, não receber comentários e recados no facebook, e não ver sua coluna de mentions do twitter crescer, as pessoas temem deixar de existir.
E Bauman conclui como somente os sábios: “não tenho capacidade nem conhecimento para avaliar o que isso significa nem como vai ser o futuro”. A entrevista se encerra com Bauman encolhendo os ombros e virando os beiços como quem diz “e agora, José?”.
Ed René Kivitz
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